Capítulo 70

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No último capítulo, os nossos heróis tiveram a tarefa de salvar um Dratini em apuros, de um bando de piratas. Depois de Dratini ter sido salvo, este ficou aos cuidados do Centro Pokémon, querendo ir com Steven após a sua quase total recuperação. No entanto, um tremor é sentido no Centro Pokémon.

— Que se está a passar? — assusta-se Steven.

Todos vão para a rua para ver o que estava a acontecer.

— Meu Deus! — surpreende-se terrivelmente a enfermeira Joy.

3 fortes raios de luz subiam até ao céu, vindos, cada um, de sítios diferentes.

raios

— Os locais sagrados do Trio Lacustre…
— “O Trio Lacustre”? — pergunta Mariah duvidosa. — Fala a sério, enfermeira Joy?
— Nesta ilha, há três santuários sagrados, destinados a cada um deles. Um ao Uxio, outro ao Mesprit e outro ao Azelf. Antigamente, estes templos eram pontos turísticos, mas devido a pilhagens de oferendas que os turistas traziam, decidiu-se encerrá-los. Reza a lenda que esses três Pokémons vinham aos seus respectivos templos, em segredo, para ajudar as pessoas necessitas que perto deles rezavam. Até dizem que o templo brilhava aquando da sua passagem, mas nada disto está comprovado.

— Será obra deles? — inquire Slyther.
— Não creio, Slyther. Até agora, nada disto tinha acontecido. Eles querem é o poder das Bestas Lendárias e não de outros Pokémons. A não ser que tenham mudado de estratégia.
— Então, ‘bora lá investigar, Mariah! — declara Steven.
— Que dizes, Steven? Não sabemos o que lá está a acontecer.
— Imagina que algo de mau está a acontecer àqueles Pokémons! Eles podem ter-se aproximado e alguém os ter atacado!
— O Steven pode ter razão, Mariah — avançava Slyther. — Os Caçadores do Abismo podem estar metidos nisto.
— Também tu, Slyther…
— Como nós somos três, cada um pode ir para um ponto!
— Todo o cuidado é pouco, Steven! Não sabemos o que nos espera lá!

— Desculpem, mas estão a falar do quê? — pergunta Joy desinformada.
— Há uma organização chamada Caçadores do Abismo — começa Mariah a explicar. — Eles planeiam obter os poderes das Bestas Lendárias para dominar o mundo. Pensamos que eles podem estar por detrás disto.
— Que horror!

— Muito bem, meninos, vamos, mas nada de exaltações. Todo o cuidado não vai ser o suficiente, nesta situação.
— Certo! — afirmam os dois.

E cada um dirige-se para um dos pontos luminosos.

— Que Deus proteja estes meninos…

No ponto de raio rosa

raio-rosa

— Cheguei finalmente! Este raio é enorme.

— Bons olhos de vejam… Mestra do Raikou.

Mariah olha de repente para o lado esquerdo e vê um sujeito de manto rosa a aproximar-se.

raio-rosa

— «Aquele manto é parecido com o do Cosmos…» Pertences aos Caçadores do Abismo?
— Digamos que… pertenço e não pertenço.
— Que queres dizer com isso?
— Eu trabalho como freelancer, sabes? Faço os trabalhos a quem me pagar uma boa quantia de dinheiro. Não me rotules numa organização, por favor.
— Então, eles pagaram-te para vires perturbar os locais sagrados do Trio Lacustre?
— Tive a informação de que duas Mestras das Bestas Sagradas estavam presentes nesta ilha.
— “Duas Mestras?!”
— Não sabias? Que horror… Não deveria ter dito algo tão chocante. Nenhuma de vós deve conhecer-se pessoalmente. Acertei na mosca?
— Diz-me o que fizeste com a outra Mestra!
— Nada, mas isso é porque ainda não a encontrei. Todavia, encontrei algo de igual utilidade. Olha bem, mesmo lá para cima, no raio luminoso.

Mariah tenta vislumbrar algo mesmo lá no cimo do raio.

— Não pode ser!

— Os Caçadores do Abismo descobriram algo de muito interessante. De início, pensava-se que só as Bestas poderiam conectar-se e fundir-se com a alma humana, mas isso agora mudou. Qualquer Pokémon lendário tem o poder e vontade de escolher um companheiro humano.
— Então não era apenas uma lenda…
— Já reparaste no Mesprit, não foi? Ele está lá bem em cima, e o seu Mestre aqui.
— “Mestre”?!

O sujeito estala os dedos e um pilar sobe desde o interior da terra.
No pilar, vinha amarrado o Mestre do Mesprit.

— Sim, isso mesmo. Graças à tecnologia dos Caçadores do Abismo, conseguimos extrair a energia do seu corpo e alma que continha o poder do Mesprit. Só bastou montar uma armadilha. Quando o seu Mestre se encontrava em perigo, ele veio em seu socorro. Como nós conseguimos detectar energias fora do vulgar, foi praticamente fácil saber quem era o companheiro humano. Desde que tenhamos uma amostra, mesmo que seja um pêlo, podemos rastrear a quem pertence qual Pokémon. Este rapaz que vês emitia uma aura praticamente igual à aura de um Mesprit.
— Então, estes três raios de luz…
— Cada um pertence a um membro do Trio Lacustre. Os Caçadores do Abismo preparam-se para algo grandioso. Não sei todos os pormenores, mas eles necessitam deste energia sagrada. Tivemos sorte em que os três Mestres se conheciam e que viriam ao mesmo tempo. Como o Trio Lacustre passava por aqui, restos da sua energia ficavam fixados a um deste templos. Com a nossa tecnologia, conseguimos amplificar a energia, tentando atraí-los. É como se fosse um macho a ser atraído pelas feromonas da sua fêmea. Como eles não desconfiavam de nada, foi fácil. A sua energia ainda não foi completamente extraída, mas a ligação que existe entre eles já foi quebrada. Os Mestres não morrerão, não te preocupes, mas as suas memórias a respeito do seu Lendário serão apagadas de vez. Com isto, o ciclo de Mestres entre estes Pokémons acabará. Quanto ao que acontecerá ao Trio Lacustre… Bem, ficarão com praticamente nenhuma energia sagrada. O seu poder místico será neutralizado para sempre. Deixarão de ser Pokémons Lendários. Enquanto este raio luminoso existir, eles ainda terão uma réstia de energia. Mas receio que falte muito pouco, infelizmente. Coitadinhos…
— Como é que vocês sabem o que acontecerá?
— Conheces o Jirachi?
— O Jirachi?
— Sim. Com muita dificuldade, conseguimos encontrar o seu Mestre. Uma miúda qualquer de 12 anos chamada Susy.
— A Susy?

As memórias de Susy passam pela cabeça de Mariah.

— Está aqui escrito que Jirachi só acorda de 1000 em 1000 anos, durante sete dias. O seu despertar está, de certa forma, ligado com a passagem do Cometa Milenar, pelo nosso planeta, que também dura sete dias.
— Dizem que esse cometa só passa perto do nosso planeta, de 1000 em 1000 anos.
— É verdade, Mariah. Não se sabe o porquê dessa ligação. Como a passagem iria acontecer a partir do início desta semana, decidi ver, com os meus próprios olhos, se isto seria verdade. Esta igreja também está descrita nestes rascunhos.
— E chegaste a encontrar Jirachi?
— Sim. Quando cheguei àquela montanha ali, no seu topo, apareceu-me, vindo do céu, quando estava a dizer as minhas preces. Infelizmente, um homem mascarado apareceu, vindo sei lá de onde, e atacou-me com o seu Pokémon. Depois de eu perder a batalha, agarrou-me pelo pescoço. Ele também estava em busca de Jirachi. Em estado de agonia, desejei, de forma indirecta, que todas as pessoas más perdessem as suas memórias e que andassem por aí, sem formas carnais de vida. Ao ouvir isto, Jirachi entendeu que fosse um desejo e realizou-o, transformando todas as pessoas más em fantasmas. Neste caso, em Duskull.

— Já vi demasiado sofrimento.
— Percebi nos vossos corações que não são más pessoas. Que querem de mim.

— Jirachi, cometi um erro terrível. Da última vez que nos encontrámos, concedeste-me um desejo que não era desejo algum. Foram apenas palavras ditas da boca para fora. Por favor, peço-te, transforma todos os Duskull de volta em humanos.
— Não te ajudei anteriormente porque não sabia quem realmente eras. Quando te aproximaste deste mesmo sítio uma vez mais, vi no teu coração que eras realmente uma boa pessoa. Foi por essa mesma razão que decidi encontrar-me contigo novamente. Concederei o teu desejo.

desejo

— O meu sono milenar está mesmo iminente. Meus amigos, nunca pensei alguma vez vir a conhecer pessoas de tão bom coração. Quem sabe, não nos voltaremos a ver no futuro.

jirachi

— Encontrámo-la a ir para uma aldeia. A pobre sem sou o que a atingiu. Forçámos o acordar de Jirachi, devido ao sofrimento que lhe provocámos.
— Vocês são uns miseráveis!
— Não te preocupes, minha querida. Em breve, estarás na mesma situação daquela coitadinha.

Tanto Slyther quanto Steven ouvem a mesma história.

Em frente de cada um deles, um sujeito de manto azul e outro de manto amarelo tinha contado o sucedido.

— Se achas que consegues parar-me, vamos experimentar com um combatezinho. Só tenho um Pokémon comigo, portanto não seria uma luta justa, já que possuis, mais do que eu. Para não haver batota, podemos ir para um lugar muito especial.
— Um “lugar especial”?

Cada indivíduo começa a brilhar e uma luz passa pelos olhos dos nossos heróis.

Um sítio misterioso aparece.

misterio

— Para aonde é que nos levaste?
— Esta é a chamada Zona de Rede. Esta zona está ligada ao nosso espírito. Os meus dois irmãos possuem o mesmo poder que eu.
— Isso significa que os meus amigos…
— Se algum dos teus amigos tiver ido para os outros dois pontos, claro que terão a mesma surpresa. Já viste a nossa sorte? Podemos apanhar cinco Mestres no mesmo dia! Três deles já são praticamente nossos, faltando apenas tu e a outra Mestra! Se perderes a batalha, acontecer-te-á o mesmo que aconteceu ao Mestre que viste antes. Depois de perderes as tuas memórias, nem o Raikou se lembrará de ti. Todo o vínculo se quebrará! Bem, isso não acontecerá antes de ele vir para cá e tentar salvar-te. Nesse momento, apanho-o eu, claro. Eu e os meus irmãos já tínhamos o poder de criar esta dimensão, mas os Caçadores do Abismo deram-lhe o poder de atacar os Mestres dos Lendários. Portanto, um Pokémon ao acaso será escolhido e as outras pokébolas ficarão inutilizadas. Qualquer dano que o Pokémon sofra, tu também sofrerás. Quando perderes, a tua energia será automaticamente absorvida. A nós, isso não nos atinge, mas não sei o que acontecerá aos teus amigos, quando perderem. Será que a sua energia será recolhida e eles morrerão? Quem sabe…
— Já estou farta de te ouvir! Para o combate, Beautifly!

beautifly

— Experimenta ver o meu Porygon-Z!

porygon-z

— Um Porygon?!

— Foi este Porygon que me escolheu. Graças a ele, adquiri o poder de entrar nesta dimensão.
— Isso quer dizer que estamos no espaço cibernético.
— Bingo. É verdade, ainda não disse o meu nome. Podes tratar-me por Z.
— “Z”? Que rico nome.
— Será a pessoa com esse nome que te derrotará.

No ponto de raio amarelo

— Vai, Grovyle!

grovyle

— Porygon2!

porygon2

— Nunca tinha visto aquele Pokémon…

No ponto de raio azul

— Poliwhirl, escolho-te a ti!

poliwhirl

— Vem para cá, Porygon!

porygon

— Que Pokémon é aquele?

porygon-pokedex

— Nunca conseguirás derrotar-me nesta zona. A tua amiga sofrerá as consequências dos seus actos. A tua ideia de vires até cá foi o cúmulo da idiotice.

Um combate na Zona de Rede começou.
Será que esta zona impossibilitará a vitória dos nossos heróis?
Não percam o próximo capítulo de Confrontos de Topo!

continua

Próximo Capítulo: Zona de Rede!

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