Especial: Os Fósseis da Destruição

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É pelos fósseis que conseguimos conhecer os seres antigos que habitaram o nosso planeta há milhares de anos atrás. Devido à evolução da tecnologia, os seres humanos são agora capazes de dar vida a estes fósseis. Como tudo, há quem esteja contra e outros a favor. Seria razoável dar a vida a seres que já nos abandonaram? Que consequências traria isso ao nosso ecossistema?

Muitos dos que estão contra estes avanços da tecnologia poderão impor a sua razão sobre os acontecimentos que se seguem. Como é possível que fósseis ressuscitados pudessem criar tal destruição? O nosso lar estaria em grandes riscos de colapso.

— O espectáculo está quase pronto — dizia um homem com um manto negro a cobrir todo o seu corpo. — Em breve, esta cidade conhecerá o caos dos antigos.

Após a derrota do Trio Irmandade, Steven, Mariah e Slyther tiveram de andar cerca de dia e meio para chegar à cidade mais próxima de onde se encontravam. É nesta cidade que planeiam apanhar um metro para a Doca do Promontório.

— Ali está o Centro Pokémon! — aliviasse Steven. — Vamos lá!

Combusken, Beautifly e Grovyle são entregues aos cuidados da enfermeira Joy.

— Malditos Caçadores do Abismo! — irritava-se Steven. — Aqueles tipos têm de ser travados de vez!
— Enquanto não apanharmos toda a organização, eles estarão sempre a tentar concretizar o seu objectivo — informava Mariah.
— Eu sei que não me devia meter nisto, mas… Sabes quem são os outros mestres das Bestas Lendárias?
— Infelizmente, não, não sei, Slyther. E não há problema algum em perguntares isso. Também foste arrastado para isto, como aconteceu com o Steven. Planeio encontrar os outros dois mestres e pedir-lhes que me ajudem a travá-los. O pior seria se…
— Se eles tiverem sido capturados por eles, não é, Mariah? — completava Steven a sua frase.
— Tento não pensar muito nisso, porque isso não deve ser verdade. Se algum de nós tivesse sido capturado por eles, eles, de certo, que diriam alguma coisa. Mas mudando de assunto! Enquanto combatia, vi que o teu Combusken usou o Sobreaquecimento!
— É verdade. Se não fosse isso, não sei se conseguiria enfrentá-los.
— Na noite da tua vitória, enquanto dormias, eu treinei um pouco com a minha Beautifly e ela conseguiu aprender o Ataque Psíquico. Presumo que também não conseguiria derrotá-lo se ela não o tivesse usado.
— Há coisas que não acontecem por acaso! — afirmava Slyther com um sorriso.
— Tens razão, Slyther. Além do mais, aproveitemos que estamos nesta cidade. A minha Beautifly, o Grovyle e o Combusken têm direito a um bom descanso. Ainda temos cerca de quatro dias e meio para chegar à Doca do Promontório. De metro devemos demorar cerca de algumas horas. Pelo menos, estamos dentro do horário.

À medida que passeiam pela cidade, os nossos heróis encontram um rapazinho a trabalhar com Pokémons.

maractus

— Muito bem, Maractus, Dia Soalheiro!

dia-soalheiro

— Ele disse “Maractus”?

maractus-pokedex

— Agora, vocês dois saltem e usem Míssil Espinho!

missil-espinho

— É a tua vez! Dança das Pétalas!

danca-petalas

Os golpes chocam e formam aros brancos e rosa

Os nossos heróis adoram tal efeito provocado.

— Oh, parece que temos visitas.

ricardo

— Estás a treinar para algum concurso? — pergunta Steven.
— Sim, estou. Aliás, estou eu e eles. Estamos a treinar para um concurso de habilidade em equipa. Cada treinador pode usar até três Pokémon, no máximo, e dois, no mínimo. Vai-se organizar amanhã, por cá. Oh, ainda não me apresentei. Chamo-me Ricardo.
— Eu sou o Steven.
— Eu a Mariah.
— E eu chamo-me Slyther. Somos novos por cá.
— Estou a ver. Então é a primeira vez que vêm à Cidade Fossilis.
— Sim! — fala Mariah. — Tencionamos apanhar o metro para a Doca do Promontório.
— Sei… Então, o metro de que falam é o que se encontra na Abóbada Antiga.
— Abóbada Antiga? — diz Steven pensativo.
— Sim. A Abóbada Antiga é uma das edificações mais antigas desta cidade. Já se encontra cá há mais de duzentos anos. É lá onde se encontra a maior colecção de fósseis do mundo.
— Só de pensar em fósseis, fico logo com um friozinho no corpo.
— Porquê, Steven?
— Nada, nada. Foram só uns problemazinhos que aconteceram.
— Já que estão por cá, não vos apetecia umas iguarias tradicionais?
— Uau, por que não? Estou cá com uma daquelas…
— Só tu, Steven…
— Então, Mariah! Já não como uma refeição decente há um bom tempo.
— Venham, conheço um óptimo restaurante!

No restaurante

restaurante

— A Abóbada Antiga vai abrir ao público dentro de uma hora. Querem ir lá dar uma espreitadela?
— Claro que sim! — entusiasma-se Steven.
— Até podem vir a ter uma boa experiência. Mas, antes disso, ´bora à paparoca!

No cimo de um arranha-céus, a mesma figura negra preparava-se para agir.

arranha-ceus

— O momento chegou finalmente. Estes ridículos habitantes darão de caras com o seu pior pesadelo.

Ao pé de si, uma enorme máquina de cor negra começava a electrificar-se ao extremo.

— Começar plano de destruição.

O homem prime um botão e um enorme feixe de electricidade invade a Abóbada Antiga com tal iluminação, que quase toda a cidade se torna numa gigantesca coluna de luz.

luz

— Que luz é esta? — queixava-se Slyther com grande aflição. — Não se consegue ver nada!
— Isto nunca aconteceu! Não sei o que se estará a passar!

Segundos depois, a intensa luz desvanece e todos saem de suas casas para ver o que acontecera.

— A… Abóbada… — impressiona-se Ricardo. — Nunca a vi daquele modo.

Naquele momento, várias explosões eram vistas e ouvidas desde o local onde se encontravam.

— Temos de ir ver o que se passa!
— Que estás a dizer, Ricardo? — preocupava-se Mariah. — Não sabes o que se está a passar! Pode ser muito perigoso!
— Eu sei mas… A Abóbada é património da cidade! Se for totalmente destruída, perder-se-ão séculos de história!

E dirige-se para lá a correr.

— Que dizem vocês, rapazes?
— Não o podemos deixar sozinho, não é?
— O Steven tem razão! Vamos com ele!

Os três correm atrás de Ricardo.

— Estou a senti-la cada vez mais — murmurava o sujeito de negro. — Desta vez, não escapará.

Quando os quatro estavam quase a chegar à Abóbada, um ataque repentino acontece, atingindo Ricardo.

omastar

— Ricardo!
— Ricardo!
— Ricardo!

Quando tentam ajudar Ricardo, Mariah espanta-se.

— Não pode ser! É um Omastar!
— Um Omastar, dizes?

omastar-pokedex

— A forma evoluída do Omanyte? Isto quer dizer que ele é um Pokémon Antigo?
— É verdade, Steven! — informa Mariah. — O seu fóssil pode ter sido restaurado. Mas algo não está bem. Parece que está enraivecido.
— Olhem só para os seus olhos! — assustava-se Slyther.

omastar2

Segundos depois, Steven, Mariah e Slyther são atingidos por ataques de água, fazendo-os cair no chão.

golpe

Mariah espanta-se uma vez mais.

— Desta vez, são Omanyte.

omanyte

— Que se estará a passar com esta cidade? — irrita-se Steven. — Será algum alvo predilecto de Pokémons antigos?
— Algo de estranho se passa… — afirma Slyther.

Ricardo levanta-se com dificuldade.

— O que está a acontecer deve ter algo a ver com aquele raio que caiu na Abóbada… De alguma forma, deve ter dado vida aos fósseis… Se todos os fósseis ganharam vida, então estamos todos em grandes apuros…
— Nesse caso, não podemos estar aqui sem fazer nada. Temos de ripostar. Heracross, ataca o Omastar com Mega Corno!

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Antes de atingir o seu alvo, Heracross é atingido de lado.

kabuto

— Heracross! Será outro Pokémon antigo?

kabuto-pokedex

— Eu ajudo na batalha! Maractus, ataquem os Omanyte, o Omastar e o Kabuto com Míssil Espinho!

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Os Pokémons esquivam-se a investem nos Maractus.

— Maractus!

— Butterfree, vai!

butterfree

— Usa Redemoinho de Vento!

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Os Pokémons são levados para longe.

— Isso mesmo, menina!

De surpresa, a Butterfree de Mariah é atingida por um forte golpe aquático.

kabutops

— Butterfree! Só faltava cá um Kabutops!

kabutops-pokedex

— Eu dou conta dele! Flabebé, Dança das Pétalas!

danca-petalas

Kabutops defende-se do ataque de Flabebé, cortando todas as pétalas que lhe eram dirigidas.

— Aquele Kabutops é demasiado exímio com as garras!

Flabebé é atingida.

— Flabebé!

Mariah nota em mais visitas, ao longe.

— Não pode ser… Pessoal, vejam mais ali à frente!

Os três olham e espantam-se bastante.

fosseis

— São demasiados! Nunca os conseguiremos derrotar a todos!
— Havemos de arranjar alguma maneira, Mariah! — diz fortemente Steven.
— Vêm dali mais dois Kabutops! — avisa Slyther.

kabutops2

— Temos de ir à Abóbada e ver o que se passa! — afirma Ricardo. — Daqui não conseguiremos resolver nada!

Os quatro mandam vir os seus Pokémons para as respectivas pokébolas e correm tanto quanto podem.
À medida que corriam, podiam-se ouvir explosões por toda a cidade.

— A cidade está a ser destruída! — receava-se Steven.

Eles conseguem despistar os Pokémons que os perseguiam, e dirigem-se para um local bem isolado.

— Temos de arranjar uma forma de lá entrar.
— Mas como, Ricardo? Se todos os fósseis ganharam vida, nunca poderemos lá entrar sem sermos notados.
— Eu sei, Steven, mas não há mais nada a fazer. Teremos de forçar a entrada se assim for preciso.
— Tenho uma idea! — avança Mariah. — Tentamos combater com os necessários para conseguirmos lá entrar. Depois barricamos a porta para eles não conseguirem entrar.
— Para parte inicial do plano, não é mau, Mariah — diz, Slyther. — O problema é que deve haver bastantes lá dentro, também.
— É verdade, mas cá fora nunca poderemos descobrir nada.
— Então, ´bora lá! — entusiasma-se Steven!

Quando saem do local, os quatro são atingidos por um forte ataque.

hiper-raio

— Que… foi.. isto…? — questionava-se Mariah um tanto ferida.

— Encontrei-te finalmente — diz uma voz vinda do alto.

Os quatro olham para cima e ficam todos com os olhos esgazeados.

aerodactyl

— Aquilo é algum Pokémon, Mariah? — pergunta Steven arrepiado.
— É… um… Aerodactyl…

Com as mãos a tremer como varas verdes, Steven verifica a sua informação no Pokédex.

aerodactyl-pokedex

— É outro Pokémon antigo…

Montado no Aerodactyl, os quatro notam que se encontrava uma figura sinistra.

sinistra

— Foste tu que nos atacaste? — inquire Mariah.
— E se tiver sido?
— Qual é que foi a tua ideia?
— Isto tudo foi programado especialmente para ti, minha querida.
— Que dizes?
— Os nomes Richy, Shawn e Tyson dizem-te alguma coisa?
— Mas eles eram o…
— Eles eram e ainda são o Trio Irmandade, membros dos Caçadores do Abismo.
— Então, tu também pertences a eles, verdade?
— Isso mesmo. Mas não sou um simples membro. Chamo-me Cosmos e sou o segundo no comando, vice-capitão dos Caçadores do Abismo.
— Tu é que és o Cosmos?! — falava Mariah com um aperto no coração.

— Que se passa, Mariah? — pergunta Steven inquieto.
— Ele… é… Cosmos… o Destruidor!
— O Destruidor?!
— O Destruidor?!
— O Destruidor?!
— Ora, vejo que conheces o meu cognome.

— Explica-te, Mariah! Como é que ele adquiriu essa alcunha?
— Durante vários anos, houve rumores de alguém ter destruídos várias aldeias, vilas e cidades. Esse alguém apresentava-se sempre acompanhado por um Aerodactyl. Como nunca mais ninguém ouviu falar dele, as suas história pararam de ser contadas. Pensava-se que tinha morrido. Muitos o tentaram encontrar, mas sem sucesso.
— Tudo isso foi necessário para a concretização do nosso objectivo. Infelizmente, ainda não conseguimos muitos avanços.
— Estás a falar dos ouros Mestres, correcto?
— Exacto. Os Mestres das Bestas Lendárias libertam uma energia específica que eu consigo detectar a certa distância. Já nasci com este dom e foi por isso que me juntei aos Caçadores do Abismo.
— Como sabias que isso que sentias era devido à energia dos Mestres das Bestas Lendárias?
— Simples. A minha irmã é uma das escolhidas por elas.
— O quê?!
— Sem saber porquê, a vários metros de distância conseguia sempre saber onde estava a minha irmã.
— E também tentas capturar a tua própria irmã?
— Tu não sabes o que aconteceu! Há quinze anos atrás, depois de um grave acidente envolvendo os nossos pais, a nossa mãe morreu prematuramente. Isso desencadeou uma enorme fúria na minha irmã, descontrolou-se. Ela causou a destruição total da nossa aldeia natal. Devido a ela, toda a nossa aldeia foi destruída pelo Entei. Incluindo o nosso pai! Ele perdeu a vida, tentando proteger-me!
— Pelo Entei? Pensei que as Bestas Sagradas se encontravam num sono profundo!
— A energia da minha irmã foi de tal forma enorme que libertou o Entei do seu longo sono, colocando-o em estado de raiva, devido às fortes emoções da minha irmã. Se não fossem os Caçadores do Abismo a protegerem-me, já não estaria aqui hoje. Foram eles que pararam o Entei. Ao sentir-se encurralado por todos os lados, o Entei fugiu com a minha irmã. Se não tivesse sido ela, a minha aldeia ainda estaria intacta.
— Ela não teve culpa do que aconteceu!
— Foi ela que o convocou!
— As emoções controlavam-na!
— Ela controlava o Entei! Por muito descontrolada que estivesse, nunca ousaria atacar o seu próprio irmão e pai! As Bestas Lendárias lêem o coração dos seus Mestres! O meu capitão cuidou de mim e fez de mim o que sou hoje! Agora, o meu objectivo é promover a paz no mundo! Essas bestas são capazes de destruir tudo! Se para as capturar, vidas inocentes terão de morrer, então que assim seja!
— Tu estás doente! Isso não te faz diferente do Entei!
— O meu destino já foi traçado. O meu único objectivo é capturar os Mestres das Bestas Lendárias e pacificar este mundo impuro.
— E foram eles que te disseram que estava aqui, não?
— A tua vinda aqui era muito provável. O caminho pelo qual poderiam ter ido, estava destruído. Como queriam ir para a Doca do Promontório, passar por esta cidade era imperativo.
— E como é que conseguiste fazer com que os fósseis desta cidade ganhassem vida e ficassem descontrolados?
— Olha para aquele grande arranha-céus! Poderemos estar um pouco longe, mas ainda é perceptível. No seu cimo, encontra-se lá uma máquina especial. Graças a ela. Consegui dar vida aos fósseis existentes na Abóbada Antiga. Aquela máquina dá-lhes uma energia excepcional. É essa carga de energia que os enfurece. Isto nem deverias de saber, mas já que estás prestes a ser capturada, pouco importa.
— Então, se conseguirmos destruir aquela máquina, tudo voltará ao normal.
— “Se”, dizes bem. Mas nunca conseguirão essa proeza.
— Se for preciso passar por ti para lá chegar, assim o farei!
— Santa ingenuidade! Isso está para além dos teus limites! Mas chega de conversa! Chegou o momento do teu fim! Aerodactyl, Hiper Raio!

hiper-raio

— Corram, rápido!

O ataque do Aerodactyl provoca um caminho de destruição.

— Estão… bem? — pergunta Mariah um pouco ofegante.
— Mais… ou… menos… — responde Steven.
— Slyther? Ricardo?
— Estou bem.
— Eu também. Como é que uma coisa desta pôde acontecer à cidade em que nasci?
— A culpa é toda minha… Eu atraio destruição em todo o lugar em que vá…
— Cala-te com isso, Mariah! — fala Steven fortemente. — A culpa não é tua, já devias saber disso! Tudo isto é culpa daqueles idiotas! Eu dou-lhes uma lição! Pidgeotto, Budew, Blitzle, Heracross, Poliwhirl, escolho-vos a vocês!



blitzle

— Pidgeotto, Perícia Aérea, Budew, Mega Dreno, Blitzle, Onda de Choque, Heracross, Mega Corno, Poliwhirl, Pistola de Água!


onda-choque

— Isso é inútil! Redemoinho de Vento!

redemoinho-vento

Todos os Pokémon são levados pelo vento a grande velocidade, caindo no chão com alguma intensidade.

— Oh, não! Voltem já!

— Nenhum de vós tem hipótese contra mim. Acabou.

Cosmos deixa cair um cubo negro em direcção a Mariah.
Ao estar perto de Mariah, começa a transformar-se numa barreira negra de energia.

ataque

Mas a barreira é atingida por um ataque repentino.

— Quem se atreve?

Uma mulher aproxima-se, não desconhecida pela maioria das pessoas.

— Só podia ser obra vossa, não é?
— Não pode ser! Tu és…!

— Eu conheço-te… És a campeã da Elite 4… — falava Mariah com uma voz fraca.

— Que estás tu aqui a fazer?
— Isto já foi longe demais! Estou aqui para pôr um ponto final nisto! Absol, Hiper Raio!

hiper-raio-absol

— Não me subestimes! Aerodactyl, Hiper Raio!

hiper-raio

A colisão de ambos os ataques provoca uma gigantesca onda de choque.

choque

— Não esperava menos da campeã…

— O ataque do seu Aerodactyl teve praticamente o mesmo poder que o do meu Absol…

— Continuamos?
— Absol, Vento Cortante!

vento-cortante

— Aerodactyl, sobe!

O ataque falha.

— Não penses que me ganhas! Aerodactyl, Giga

Absol sobe por entre os destroços dos prédios e atinge a mesma altitude de Aerodactyl.

— O quê?!

Cauda de Ferro!

cauda-ferro

Aerodáctil é atingido, fazendo Cosmos quase cair.

— Mariah, desta vez foste salva pelo gongo! Mas garanto-te, não haverá uma próxima vez!

E vai embora.

— Fugiu, o cobarde! Como é que vocês estão?
— Estamos um pouco feridos, mas nada de grave, presumo — afirmava Steven. — Temos de destruir a máquina que está naquele arranha-céus. Só assim, os Pokémons antigos deixarão de estar raivosos.
— Eu encarrego-me disso! Já venho para vos ajudar! Vamos, Absol!

A campeã monta-se no Absol e ambos se dirigem para lá.

— Ainda bem que ela apareceu… — dizia Mariah aliviada. — Caso contrário, não sei o que nos poderia ter acontecido…

Cá em baixo, os quatro observam uma explosão que ocorre no cimo do arranha-céus.
Quando a explosão ocorre, todos os Pokémons controlados deixam de atacar.

— Oh, não!
— O que se passa, Mariah? — pergunta Steven preocupado.
— O Centro Pokémon! Os nossos Pokémons estavam lá!

Quando a campeã regressa, ela e Absol ajudam-nos a chegar ao Centro Pokémon.
Equanto se dirigiam para lá, viam a grande destruição que tinha ocorrido.

— A minha cidade… — proferia Ricardo, lacrimejando.
— Como é que alguém pôde chegar tão longe… — falava a campeã. — Os Pokémons não foram feitos para a destruição. Eu tornei-me campeã para poder ajudar os outros a aproximarem-se dos seus Pokémons. Para que os treinadores criem profundos laços de amizade.

Todos chegam ao Centro Pokémon e vêem que nada de mal aconteceu.
Os nossos heróis recebem curativos e decidem passar a noite no Centro.
Mariah e Steven encontram-se cá fora a conversar.

— Vamos ter de ficar cá para os ajudar a reconstruir a cidade.
— Sim, eu sei, Mariah. Ainda temos quatro dias antes da partida do barco. O problema é que a zona do metro ficou destruída.
— Ainda bem que temos a ajuda dos Pokémons Antigos. Depois de terem visto o que fizeram, decidiram logo ajudar. Ela deverá estar reconstruída muito antes do previsto. Pelo menos, a destruição não foi muito grave.
— Para aonde queriam ir? — pergunta a campeã que por lá aparece.
— Ah, olá! Queríamos ir para a Doca do Promontório. É lá onde podemos apanhar o barco para irmos para a ilha Aqua. É o local do ginásio que pretendo desafiar.
— Eu posso levar-vos lá.
— O quê?
— Estou a falar a sério. Podemos arranjar um carrinho e prendê-lo ao Absol. Ele poderá levar-nos. Foi devido a esse tipo de treinos que o meu Absol ficou rápido. Devemos demorar um dia e meio a lá chegar. Assim podemos cá ficar uns dois dias para os ajudar com a cidade e depois partimos.
— Uau! Obrigadíssimo, Clair!
— Ora essa! Vá, venham para dentro. O tempo está a arrefecer.
— Vão vocês os dois — dizia Mariah. — Tenho que pôr pensamentos em ordem.

Clair e Steven entram no Centro.

— «Nem acredito que a irmã do Cosmos tenham feito aquilo tudo, controlando o Entei. Será que se nos descontrolarmos, podemos pôr em risco aqueles que nos são mais próximos? Se ela conseguiu acordar o Entei do seu sono, será que eu poderia fazer o mesmo com o Raikou? Tenho de ter uma enorme responsabilidade quanto ao meu legado como mestra. Não posso deixar que haja mais destruição quando os Caçadores do Abismo decidirem aparecer. Tenho de ter toda a minha força comigo para os parar.»

Nos dois dias seguintes, os nossos heróis e Clair ajudam a reconstruir a cidade.
Com dois dias de trabalho, ela já está quase igual a anteriormente. Isso também ajudou a que Grovyle, Combusken e Beautifly recuperassem totalmente dos seus ferimentos.
Ricardo agradece o trabalho que todos fizeram e despedem-se.

— Ainda bem que pudemos ajudar!
— Claro que sim, Mariah! — proferia Steven. — Pelo menos, a cidade está quase reconstruída.
— O apoio dos Pokémons antigos também foi bastante! — adicionava Slyther. — Isto foi uma espada de dois gumes. Por um lado, eles causaram a destruição, mas, por outro, causaram a reconstrução. Agora, caso haja algum problema, aqueles Pokémons poderão ajudar sempre que necessário.
— Tens razão, Slyther — afirmava Clair.

O ataque de Cosmos foi algo inesperado, mas os nossos heróis passaram por cima com a ajuda da campeã Clair. Agora, os nossos heróis vão à boleia de Absol até à Doca do Promontório, onde poderão apanhar o barco e visitar o arquipélago da ilha Aqua.

crachas

nota

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